10 abr
por Patida Mauad 0 Comentários

Taiga é Cervejeira!

Tem gente que aparece na vida da gente só pra alegrar, pra lembrar que tudo vale a pena, que a vida é mágica e que a luz é maior que a escuridão.

Conheci Taiga em fevereiro no projeto Musas de Verão. Pelo sétimo ano consecutivo a Cervejaria Nacional, fábrica-bar localizada em Pinheiros na capital paulista, lança a cerveja sazonal do projeto.

“O Projeto Musas surgiu em 2012 com o objetivo claro de ir em posição contrária às propagandas das grandes corporações que muitas vezes objetificam a mulher em torno do produto. Além disso, o projeto visa mostrar que cerveja não é assunto exclusivo para homens e valoriza todas as mulheres que estão envolvidas direta ou indiretamente no meio cervejeiro artesanal.”

Obrigada por compartilhar um pouco de você com a gente.

Logo convidei pra essa entrevista e ela logo topou, rs.

Quando vamos tomar uma?

Quem é a Taiga?

Para mim sempre foi difícil a autodescrição, mas vamos tentar. (reescrevi a resposta pelo menos umas dez vezes). Se for pra resumir em uma frase: diria que Taiga é uma pessoa em busca (de evolução, aprendizado, sabedoria, liberdade… tudo – seja no lado pessoal ou profissional). Eu não consigo não me desafiar ou de não me sentir desafiada, os “nãos” da vida me derrubam também, mas me ensinam e motivam sempre. Não me permito me sentir derrubada, mas sim de me preparar para as quedas. Nas leituras que tenho feito ultimamente, me despertou algo muito curioso: buscando respostas para evoluir profissionalmente, achei que ia descobrir caminhos para o sucesso. Quando, na verdade, o que mais tenho aprendido é: como lidar com os insucessos. Ninguém te ensina a fracassar e a vida é feita de “perder”, saber passar por estes momentos é o que te trilha.

Como iniciou sua carreira de cervejeira? 

Não sei dizer quando foi exatamente que acordei e disse: Quero trabalhar com cerveja. Digo que nós (eu e a cerveja) nos acompanhamos por um longo tempo, até eu dar atenção total a ela. A carreira mesmo iniciou em 2013, quando decidi abrir minha própria loja de cervejas e então fazer meu primeiro curso ligado à área.

Estar em um mercado onde o masculino “pensa” que lidera, acontece preconceito?

Claro que rola. E acho difícil este “por enquanto” acabar num prazo curto de tempo. Ainda temos muito a evoluir no pensamento enquanto humanos, independente de gênero. Enquanto tivermos homens E Mulheres enxergando machismo em tudo e achando que evitar fazer uma propaganda de mulher com biquíni é ajudar acabar com o machismo, não teremos avanços. O olhar machista ou sexual está nos olhos de quem vê a raiz do problema não está na imagem, mas nas próprias mentes e como elas são educadas a “ver”. E não só isso, precisamos evoluir em tudo, no respeito ao que o outro tem a dizer por exemplo. Um homem com uma ideia absurda pode ter sua ideia apoiada. Uma mulher, no mesmo caso, muitas vezes será chamada de maluca ou sonhadora. A igualdade que buscamos é no reconhecimento e nas oportunidades. Já há conquistas sobre isso, claro. Mas longe de ser o ideal.

Como você enxerga e quais as oportunidades que esse mercado proporciona para as mulheres cervejeiras? Enxergo com entusiasmo. E as oportunidades para elas: Todas?

O mercado de “pequenas” tem uma vantagem. Estamos em um setor de minorias, e quando somos a menor parte precisamos de união para sermos ouvidos. Isso também aproxima outras minorias. Portanto, é um setor que aproxima e incentiva, não só mulheres, mas negros, homossexuais… 

Conta alguma história curiosa que tenha vivido por onde andas?

Caramba, só perguntas com respostas difíceis. (risos)

Tenho algumas… Até 4 anos atrás eu nunca tinha se quer feito uma viagem de avião, hoje acumulo a passagem por 8 diferentes países, estando em diversos estados e cidades diferentes. Mas tenho uma delas que marcou bastante, fui a um tradicional festival de cervejas artesanais na Inglaterra, em Norwich, chamado Camra´s Festival. Tive a sensação do efeito “conto de fadas”, foi como abrir um livro e viver a história que ali estava. O festival era dentro de uma antiga igreja, a faixa etária das pessoas que ali estavam fez parecer que eu era a sobrinha ou mesmo neta de alguém e eu era apenas uma acompanhante. Nada contra, mas não é comum de ver esta cena no Brasil, principalmente quando falamos de cerveja artesanal. Porém, cerveja artesanal, nada mais é que receitas. É como se as pessoas estivessem descobrindo hoje que existe mais de um sabor de bolo. Cerveja artesanal é um resgate do que é: cerveja! E é isso que o Camra representa, é um movimento chamado Campaign for Real Ale – CAMRA. É como se daqui uns anos, nossos pais começassem a fazer eventos resgatando à boa e velha gelada do boteco: Quem vai contestar prazeres?

Quais seus desejos para a vida?

São muitos e muitos são clichês… Mas ultimamente o desejo latente é o de transformar minhas buscas em aprendizados e encontrar meios de repassar, e que isso realmente signifique novas oportunidades ao próximo. Ser útil!  

 Sucesso é?

Sentir-se a caminho. Não é não se sentir perdida, não é não cometer falhas. É, independente das pedras, sentir-se a caminho de.  

Pelas minhas respostas, creio ser possível ver como gosto de filosofar, no fim, me considero mesmo uma boa boêmia.

Dê-me um copo de cerveja e a prosa renderá!

Saúde.

Coisa mais linda.

 Obrigada!

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