15 abr
por Patida Mauad 0 Comentários

7 anos em 7 mares

 A vida é mesmo surpreendente…

Arrumando as malas para viajar, estou indo velejar na Bahia, buscando um livro pra comprar recebo um whatsapp de uma amiga querida Bety… Abri era uma foto da capa de um livro com o seguinte titulo: 7 Anos em 7 Mares por Barbara Veiga,  arrepiei.

Na sequencia o áudio…

 “Oi Patida querida. Essa escritora é amiga da Letícia francesa amiga nossa… Ela é muito interessante…. Achei que seria legal você ter uma conversa com ela pro blog, sei lá, me lembrei de você. Pode dar uma matéria bacana pro blog.

Mais uma vez Beth acertou ela tem me enviado sugestões de pauta e me colocado em contato com gente incrível. Love you amiga!

Eu amo essa sintonia, esse universo que cuida de nos conectar com TUDO. Eu acredito, confio e me oriento com ele, vivo tendo surpresas maravilhosas no meu caminhar. Beth nem conhece Barbara, mas rapidamente conectou com as amigas da Bárbara e em minutos estávamos eu e a escritora, combinando essa entrevista pra vocês.

Ela ama navegar e ama o mar. Bastou para eu me identificar profundamente com essa mulher.

Comprei o livro e ele será meu companheiro de leitura nesses 10 dias mar.

Obrigada pela gentileza, parabéns por todo seu amor ao mar.

Enviei a entrevista que prontamente respondeu.

Quem é a Bárbara?

Fotógrafa, documentarista, velejadora e performer, apaixonada pelas artes, oceanos e natureza.

Nascida no Rio de Janeiro com uma forte relação com o mar. 

Como surgiu a ideia do livro? 

Durante sete anos naveguei em mais de 80 países, trabalhando em causas socioambientais. Nesse período juntei mais de 50 caderninhos com anotações das missões que participei e documentei nesse período. Fiz parte de trabalhos que foram da Amazônia a Antártida, junto a Organizações como Greenpeace e Sea Shepherd, também morei em veleiro próprio e fiz a rota da Malásia até a Turquia por mar.  

Já era um projeto de vida?

Nunca tive familiares envolvidos com o mar. Ao trabalhar com o Greenpeace, tive a oportunidade de fazer a minha primeira navegação em proteção a Floresta Amazônica. Comecei no sul do Brasil, passando por toda costa do país. Paramos em oito cidades, até chegar a Santarém. A partir disso outros convites surgiram, para novas campanhas e trabalhos em defesa do meio ambiente, sobretudo os oceanos. Quando eu vi, esse universo já fazia parte da minha vida. Mas tudo aconteceu de forma orgânica, sem muitos planejamentos. 

Quando e por que iniciou sua jornada de cuidar das praias?

Ainda adolescente fazia trilha nas praias selvagens do Rio de Janeiro, minha cidade natal. Ficava incomodada com a quantidade de lixo que via no trajeto e resolvi reunir meus amigos para fazer ações de limpeza das praias da cidade na região morava. Simplesmente não conseguia ignorar. O grupo foi aumentando, foi bonito de ver a mobilização das pessoas, em tirar o seu sábado de descanso para cuidar das praias e dos Oceanos. Mas eu sentia que poderia fazer mais. Por isso resolvi trabalhar com ONGs maiores. 

Conte pra gente uma das histórias incríveis, com certeza foram muitas, que você viveu na viagem?

Navegar por regiões inóspitas e cruzar com pessoas das mais variadas nacionalidades é algo realmente transformador. Imagine então viajar em missões que tocam a alma, porque não é apenas uma viagem de turismo. É uma viagem de impacto social e ambiental, procurando informar, denunciar e impactar as pessoas de cada região: seja, por exemplo, nas Ilhas Faroes, onde infelizmente ainda existe matança baleeira. Ou na Amazônia, onde a floresta continua sendo desmatada. Estar nesses tipos de viagem sempre traz uma mistura de sensações. 

HUNI KUIN TRIBE

Da beleza natural, ao descaso humano, muitos sentimentos vão e vem. Mas conheci uma família de sobreviventes do Tsunami no Sri Lanka que me tocou muito por sua gentileza ao me receber na sua terra. Também me surpreendi com a profunda beleza dos icebergs e vida marinha da Antártida, assim como nadar com baleias em Tonga, Ilha do pacífico sul, onde eu acho que é a parte do mundo mais bonita que eu já naveguei. 

Quem e quantos na tripulação?

Nessas embarcações grandes nas missões em que trabalhei, eram cerca de 40 tripulantes, com mais de 20 nacionalidades e idades diferentes. O que tornava essa interação realmente fascinante. Não importa o quanto eramos diferentes uns dos outros. Tinham tripulantes de 18 a 70 anos. Todos engajados e com o mesmo objetivo. Isso me fez ter uma olhar mais esperançoso em fazer de fato uma mudança, acreditando na força do coletivo. 

Você tinha funções no barco? Quais?

Eu comecei como marinheira, fazendo reparos nos navios, puxando cordas, ajudando no convés, na cozinha, preparando as ações diretas e garantindo navegações seguras. Quando se está embarcado em missões como essas não existe distinção, todos devem ajudar em tudo. Claro que cada um ocupa seu cargo, mas quando se pode apoiar, é importante que se tenha essa disposição. Minha função acabou se tornando fotógrafa, documentarista. Tratava com a comunicação e distribuição para imprensa do conteúdo que gerava ao longo desses trabalhos. 

O que você fazia durante as viagens pra passar o tempo?

Embarcada em uma missão para impedir a pesca ilegal e matança baleeira, não significa que se tenha muito tempo livre. Eu além de gerar as imagens, tinha que editá-las e enviá-las para a imprensa ou o núcleo de comunicação das ongs que trabalhei. Mas nas raras horas vagas, sempre tinha meu caderninho nas mãos, boa música, e contemplação do oceano. 

 Em algum momento pensou desistir?

Jamais. O cansaço às vezes batia, a saudade dos amigos apertava, mas nunca pensei em abrir mão das missões às quais me engajei. 

 Imagino o tanto que aprendeu e vivenciou nesses sete anos. Se fosse para realizar/sugerir um projeto para proteger nossos mares no Brasil qual seria?

Projetos de limpeza dos mares: A quantidade de lixo que vemos é crescente e assustadora. Não podemos mais permitir isso.

Viver num mundo onde respeito e justiça prevaleçam. Pelos oceanos e toda forma de vida. 

 Uma viagem?

Antártica, Tonga e Pitcairn. 

Sonho a realizar?

Lançar um livro que fale de Oceanos para o público infantil. 

Uma paixão…

A força da natureza! Das florestas aos oceanos, é onde me sinto em paz e realizada: nessa intensidade e beleza que nos rodeia. 

Amar é…

Cuidar, preservar, se dar conta da importância de tudo que está ao redor. 

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