23 nov
por Patida Mauad 0 Comentários

Como as mulheres contam suas histórias

Aconteceu nosso primeiro encontro de mulheres e nele algumas curiosidades e perguntas que ficaram para eu aqui no nosso blog, escrever.

Pensei… Por onde começar?
foram oito perguntas relevantes.

Escolhi a da Ciane Lopes.

Como contamos as nossas histórias?

Confesso que quebrei a cabeça, como escrever.

Pensei:

Listar mulheres e fazer a pergunta on-line?

Fazer uma enquete?

Montar grupo no WhatsApp?

No final decidi ir por pesquisas on-line para poder misturar classes e falas diversas. E também ver as respostas por um ângulo e realidade maior do que em grupos fechados.

Adorei ler histórias, selecionar algo que fale alto aos nossos ouvidos e coração.

#juntassomosmaisfortes.

Obrigada Ciane pela inspiração!

Importante deixar claro que aqui não teremos críticas das histórias compartilhadas, preconceito nem desigualdade de gênero, raça, sexual, cultural, credos entre todos os outros.

Dica:

Leiam as matérias inteiras, links abaixo e conheçam mulheres corajosas, talentosas e guerreiras.

A vida como ela é! 

Sr Google pode me ajudar?

Mulheres da favela da Maré contam suas histórias sobre violência em instalação artística.

“Ele pegou pelos cabelos e bateu com a minha cabeça no guarda-roupa. Aí me derrubou, montou em cima de mim, tapou a minha boca com a mão para eu não gritar, e aí foi a hora que ele enfiou a faca no meu peito…Foi quando mordi a mão dele. Ele tirou a mão da minha boca e foi a hora que eu gritei socorro e ele enfiou a faca dentro da minha boca, na minha garganta”, lembra Maria Alice Vieira, 52, moradora da favela da Maré, no Rio, sobre o dia em que seu então companheiro, usuário de drogas, tentou matá-la.”

Onze mulheres contam suas histórias de assédio no audiovisual brasileiro

“Depois pensei: por que eu não dei com a mão na cara desse cara? Lá mesmo? Na frente de todo mundo? E olha que eu nem sou uma mulher fofa. Combinaria comigo dar um tapa na cara dele. Mas eu não fui capaz”

“Eu ficava pensando: posso mandar ele se foder agora, mas eu vou precisar dele até o final da minha graduação. O que eu faço? Hoje ele continua na coordenação do curso.”

Quatro mulheres contam suas histórias interessantes e intensas.

“Viajar sozinha é sinônimo de liberdade.”

“A oportunidade de fazer um intercâmbio foi um acaso, nunca sonhei com isso, mas se tivesse sido planejada talvez não tivesse acontecido de forma tão perfeita. Eu estava consumida por problemas que não eram meus e parecia impossível passar um ano em outro país. Quando coloquei os pés na Alemanha estava convencida que algo daria errado, então perdi o medo de fazer as coisas: me convenci a aproveitar tudo. Viajar sozinha nos dias vagos foi a maneira de me redescobrir e, especialmente, de descobrir o mundo ao meu redor. Me hospedei em quartos mistos de hostels, conversei com pessoas nas ruas (e confiei nelas!), peguei carona com desconhecidos: tudo que, em outro momento, provavelmente não teria feito. Sem perceber, viajar sozinha se tornou algo necessário para mim, não consigo me imaginar sempre acompanhada de alguém – ou mesmo depender de alguém para viajar. É o meu sinônimo de liberdade.”

Ana Seerig tem 25 anos e é professora de Alemão na cidade de Caxias do Sul (RS).

É impossivel ser feliz sozinha? Estas mulheres discordam 

“Se quero dividir meus êxitos com alguém, eu divido com os meus amigos.”

“Eu vivo a solitude, que é diferente da solidão, associada ao sofrimento. A solitude é quando você sente-se bem sozinha, quando passa a enxergar você mesma como uma companhia para si. Quando você está sozinha você ganha muito em tempo de vida. O meu tempo é só meu e eu uso como bem quero, seja para estudar, ir à academia ou ficar em casa.

É muito bom não precisar separar uma parte do meu dia para ficar com o outro fazendo qualquer coisa. Também é muito bom não precisar dar satisfação. Eu faço as coisas que eu quero e eu vou para onde eu quero. Se eu quero dividir meus êxitos com alguém, eu divido com os meus amigos e com a minha família.

A desvantagem de não estar em um relacionamento fixo é não ter sexo regular. Também, às vezes, me sinto insegura fisicamente. A depender de o lugar onde vou, eu me sinto desprotegida por estar sozinha. Tirando isso, estou à vontade com esse status. No meu ciclo de amizades as pessoas não têm optado por ser casal, não.  A maioria quer uma relação aberta, sem laços profundos. Vez ou outra me perguntam sobre namorado, mas eu respondo numa boa que não quero. Gosto de sair com amigos e casais, mas só entro numa relação se tiver certeza que a outra pessoa não me atrapalharia. “A verdade é que eu realmente não estou disposta a abdicar de mim pelo outro.”

Larize Villarroel, 29, analista de marketing digital

“Eu sou geniosa e não sigo as regras da sociedade” “Moro sozinha há dez anos e não consigo enxergar nenhuma desvantagem em não dividir o teto com alguém. Posso receber quem eu quero, na hora que eu quero. Mantenho as coisas pela casa do meu jeito. Danço, choro e grito quando sinto vontade.

Quando quero cozinho, quando não quero apenas estouro pipoca. Não tem toalhas molhadas na minha cama e também não divido coberta no frio. A sociedade impõe que você se case, tenha filhos e construa uma família, mas eu sou geniosa e não sigo as regras da sociedade. Sigo as minhas próprias regras.

Eu já namorei, mas sempre deixei claro que a minha liberdade está acima de tudo. Estar com alguém não significa não se sentir sozinha, porque a solidão pode bater até mesmo quando tem alguém do seu lado. É uma questão de estar bem com nós mesmas. Não posso afirmar que serei solteirona para sempre, a vida é feita de ciclos. Mas neste ciclo atual me encontro plena.”

Adriana de Fátima Monteiro, 42, administradora de empresa

As imagens usadas para ilustrar o post são frases grafitadas pelas ruas de SP e estão no insta da Siss amiga, mulher, grafiteira, foda, talentosa.

Eu pedi ela liberou.

Obrigada querida, tamu junto!

Visite e veja do que ela é capaz, POW!

@simonesiss

www.siss1.com.br

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