07 ago
por Patida Mauad 0 Comentários

Meu Pai

22 de dezembro de 1922. 

Nasce um dos caras mais incríveis que conheci na vida.

Meu pai! Abib Mansur Mauad.

Libanês, veio para o Brasil de navio com 4 anos acompanhado da minha avó libanesa Marina e meu tio Elias. Foram três meses de navegação.  Contaram-nos que vovó passou mal logo que saíram mar adentro que durou todos os meses e que a tripulação ficou cuidando dos  garotos. Os outros filhos nasceram no Brasil. 

Anos depois, já adulto, pai de família, descobriu que não tinha registro e se naturalizou brasileiro.

Eu sempre construo cenas dessas histórias.

20 de julho de 2019 fazem 11 que faleceu. Deixou um buraco enorme no meu coração e uma falta danada na família. 

Um cara divertido, contador de piadas e histórias,  amoroso, aventureiro, engraçado, trabalhador, generoso, sedutor, atleta e um gato. Amava cantar e dançar se jogava de corpo e alma na vida. Preenchia qualquer espaço por onde passava. 

Quando venho pra Juiz de Fora durmo no quarto que era deles e onde passou o último ano da sua vida. Um câncer o tirou de nós. 

Aqui me sinto acolhida e amada. Mamãe foi para a suíte onde era nosso quarto de estudos quando jovens.

No quarto tem fotos da família dele, fotos nossas quando crianças, a foto do passaporte de quando embarcaram  com os três: ele, vovó e tio está na parede restaurada pelo meu primeiro marido que é designer gráfico. 


Do lado da cama de casal tem duas gavetinhas uma de cada lado da cabeceira.

Aqui mamãe guarda documentos, passaporte, caderninhos onde ele conta varias histórias das viagens, da nossa família, de passeios com os amigos, das dificuldades da vida, foram muitas pra chegar aonde chegou, entre outras. Cada vez que venho aqui, estou passando uns dias em JF, leio um pouco. Não dou conta de ler tudo de uma só vez é forte demais pra mim, tenho paradas para chorar, visualizo as histórias que estamos presentes é triste, mas é feliz. Acho que também acabo preferindo ler devagar para durar mais. Já ameacei levar pra casa em SP, mas não foi o que aconteceu, por enquanto.

 
Estou contando tudo isso porque só depois que ele partiu e lendo todas essas histórias que descobri profundamente a herança deixada pra mim…

Sou a sua alegria

Sou seu amor à vida

Sou sua generosidade

Sua palhaçada 

Descobri de onde veio meu vicio de contar histórias 

Ele era o enlouquecido do volante eu sou. Era a única filha, sou caçula, que deixava dirigir quando viajávamos juntos 

E o monte de amigos, rs, idem

E mais outras muitas coisinhas

A vida é mesmo mágica

Tenho um orgulho danado em ter aprendido muito com ele, coisas essas necessárias para hoje ser quem sou.

Essa é a história com meu primeiro grande amor masculino.

Meu pai!

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