04 dez
por Patida Mauad 0 Comentários

Uruguai e um cantinho mágico chamado Cabo Polonio. Por Cássia Carmona Yonashiro 

Dizer que o Uruguai me surpreendeu, estaria mentindo porque já tinha estado aqui uma vez e por ser esse país chiquito e tão querido, voltar é sempre uma vontade. Com certeza, o país com as pessoas mais guapas do mundo. Todos são lindos! É também o país mais ‘de boas’. Para eles está tudo bem ser pequeno, não se envolver nos grandes disparates e absurdos deste mundo. Tudo bem. Deixem a gente aqui quietinhos, meio esquecidos mesmo. Não somos de arrumar encrenca. Gostamos da nossa calmaria e todos são bem vindos. Mas o que dizer de um povo que há tempos elegeu o genial Pepe Mujica e continua a querer o que o partido dele propõe? Um povo rural, mas que pensa avante. Muito avante. Modernos. Sem duvida, a frente. São unidos e querem o bem de todos. Todos têm de tudo ou pelo menos não falta. Ouvi de um uruguaio que ressentia que poderiam estar muito melhor do que estão, mas por ser um mercado pequeno, não há como crescer. Mas mesmo assim, estavam bem. Não havia o que reclamar…

E quanto mais divago por aí, mais certa estou de que o mundo, minha palavra favorita, é mais sobre pessoas do que sobre lugares. Como as pessoas apresentam sua cultura, o que comem, como vivem, que idioma falam, como se relacionam. Estive no Uruguai, mas foi como se estivesse em todos os lugares do MUNDO ao mesmo tempo. Porque estava cercada dele. Gente de toda parte. Aberta para amizades novas, para aprender palavras novas, para viver o agora. Feliz. Que o Brasil aprenda que o Espanhol é um idioma diferente do Português. Que possamos falar bem o idioma que todos nossos vizinhos falam. Que a gente ande mais pela América Latina, ouçamos mais as suas músicas e leiamos mais seus escritores. Vejamos mais seus filmes para nos sentirmos mais parte disso. Algo que é tão rico e que estamos um pouco a parte, às vezes acho que por conta do idioma. Ahhhh, e ficar num dos lugares mais mágicos que já estive na vida, onde a eletricidade e a água são contados para que não falte para ninguém, quase um luxo, agradecer pelo básico que temos todo dia, sem nos darmos conta do quão importante é e nos damos por seguros de que nunca vai nos faltar, já é um presente. Cabo Polonio é assim. Um pueblito de no máximo 90 famílias, que vivem numa reserva natural, mas que no verão lota de curiosos que vão passar o dia entre leões marinhos e suas dunas. Só se chega de caminhão 4X4 e os horários são bem restritos. O lugar é bem rústico e eu quis ficar num dos hostels (Lobo Hostel Bar), que me proporcionasse tal experiência. Água fria para o banho, música ao redor da fogueira toda noite e praia quase deserta, sem os habituais vendedores de coisas que passam a toda hora. Paz. E as pessoas que escolhem o mesmo destino e o mesmo tipo de hospedagem buscam o mesmo, o que gera uma conexão quase que imediata. Gente do mundo que quer o mais simples da vida e enxerga a riqueza de tudo isso.

Há sim pousadas e hotéis com mais conforto, mas são bem mais caras e a maioria delas cobra em Dólar. Há restaurantes bons em toda parte, dos mais simples aos de requinte, mas todos com uma comida bem gostosa. O ponto vem se transformando num refugio turístico bem pitoresco, porém com alguma estrutura para quem pensa em ficar ao invés de só passar o dia.

Voltei com todas as minhas roupas cheirando a fumaça de fogueira ou asado, mas com a minha alma, meio gipsy, cheinha! Esta que sempre quer mais e  acredita que se planta raízes nas pessoas e não num só lugar para quedarse  para siempre… E se eu estiver errada, que eu aprenda isso com alguém um dia.

Gracias Uruguay. Vuelvo.

Conheci Cassia em uma feira onde ela vende caderninhos para que você escreva suas histórias.

Saiu no blog, veja…

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Uma mochileira, como ela mesma diz, ama viajar e conhecer esse mundão.

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