23 abr
por Patida Mauad 0 Comentários

Arte na Natureza

João que ama o mar

Que ama a natureza

Que ama a vida

Que ama a arte

Que ama

Descobri o João, do nada ou do tudo, no Instagram e enlouqueci #eusouassim seu trabalho expressa, não coincidentemente, alguns dos meus amores, o mar, a simplicidade, alimentação, vida a beira mar e natureza.

Revirei o Instagram e o chamei no direct fazendo o convite para poder compartilhar tamanha beleza, sensibilidade e amor que é explicito no que faz aqui com vocês.

#gratidao pela gentileza por compartilhar sua vida e obra com a gente.

Te desejo luz na caminhada!

Texto e fotos do João!

Fiz agora em fevereiro 45 anos. Nasci no Rio de janeiro e sempre estive junto à natureza, minhas experiências mais ricas se deram na Ilha de Itacurucá, costa verde do Rio, onde eu passava minhas férias da infância. Era um lugar relativamente remoto, não tinha energia elétrica… Lá convivia com os nativos caiçaras, que além de pescadores e agricultores também cuidavam das casas de veraneio. Uma das atividades que faziam era limpar a praia, usavam rastelos, mesma ferramenta que uso hoje para desenhar. 

Eu via beleza na simplicidade de suas vidas e  naquilo que faziam no dia-a-dia e isso marcou minha infância.

Minha relação íntima com a natureza começou ali. Nessa época já me sentia muito à vontade descalço na terra. 

Sempre tive bastante sensibilidade na contemplação (olhar) dos movimentos da natureza… Seus ciclos, paisagens e a vida natural.

Em 2004 resolvi escutar meu coração e mesmo tendo uma vida bem estável decidi ir morar mais perto da natureza. Fui viver em Fernando de Noronha onde comecei a me dedicar à fotografia. Depois de 3 anos e 2 livros lançados sobre a ilha decidi passar um ano viajando pelo Brasil fotografando, com o projeto Águas do Brasil, e “descobri” o lugar onde vivo hoje.

Vivo em Piracanga, numa ecovila na beira do mar onde cultivamos uma vida saudável e simples com consumo reduzido, mais tempo pros filhos, prática de atividades ao ar livre, alimentação orgânica… Um lugar que também acolhe muitos buscadores espirituais… Vivo aqui há 11 anos. 

Na ecovila gerencio um espaço coletivo onde exponho meu trabalho e de outros artistas. É uma galeria ecológica, movida à energia solar, onde funciona também um pequeno restaurante onde cultivamos PANCs, reaproveitamos água, e fazemos compostagem dos resíduos orgânicos. Isso faz parte da cultura local da vila.

Minha pegada aqui sempre foi ligada à natureza, seja no cuidado e regeneração dela através de projetos de reflorestamento, gestão eficiente de resíduos e educação ambiental. Trabalho com avistamento de baleias no inverno. E tudo isso sempre tendo a fotografia como ferramenta de trabalho.

Sobre os desenhos na areia, é um talento que descobri recentemente. Quando surgiu o drone na fotografia vi a possibilidade de novos ângulos, me interessei pelas fotos aéreas e descobri, através do Instagram, desenhos feitos na praia por alguns artistas. Pensei, quero fazer isso!!! Lembrei do rastelo da infância e comecei desenhando mandalas devido sua simbologia e beleza, nela, tenho como referência a tradição tibetana dos monastérios, onde os monges, em experiências meditativas, fazem as mandalas de areia, que são super detalhadas e consideradas sagradas, e quando ficam prontas são desmanchadas e jogadas no rio, ensinando que na vida tudo é impermanente e que devemos cultivar o desapego. 

Gosto de estar ao ar livre e usar os elementos naturais para compor as artes além de trabalhar com seus ciclos. Para desenhar preciso estar alinhado com a maré, os desenhos acontecem na maré baixa coincidindo com o horário de nascer ou pôr do sol para que eu tenha uma luz incidindo lateralmente no desenho o que vai dar um contraste maior sobre a textura da areia. Não dá pra fazer no meio do dia. Tenho então somente alguns dias do ciclo lunar para fazer o desenho, pelo menos aqui onde vivo. 

Ainda não tenho um ano que comecei a fazer estes desenhos, me sinto um bebê colocando areia na boca, experimentando.

Como os desenhos causam um impacto na paisagem e os gestos para desenhar chamam atenção sempre aparecem curiosos, e tenho curtido convidar pessoas para fazer parte da arte. Vejo muitas possibilidade em cada desenho que crio seja na interação com a paisagem a volta mas também com as pessoas. Muitas artes podem ser criadas em um só desenho.

Então sinto essa expressão artística como algo genuíno, que tem a ver com meu life style. Acordo cedo, gosto de estar na natureza, gosto de cuidar dos ambientes naturais. Gostaria que minha arte pudesse ser usada para sensibilizar as pessoas para a beleza e harmonia do mundo natural. Além das mandalas os desenhos são inspirados em padrões da natureza mesclados com reflexões espirituais.

Tenho oferecido também oficinas, minha ideia é trazer pessoas na praia para movimentarem o corpo, praticarem meditação ativa e contemplarem os ritmos da natureza. Uma possibilidade de integração com o corpo, a mente a natureza e o cuidado com ela.

Sempre recolho resíduos plásticos na praia.

Meu principal canal de divulgação hoje é o Instagram.

instagram.com/olhodaguafotografia

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