07 nov
por Patida Mauad 1 Comentário

Restauração da Santa Terezinha

Essa história tem inicio…

Leia: O encontro de Nossa Senhora Terezinha 

Esse é o meio…

Depois do encontro da santinha iniciamos a busca pela restauração.

Morando ainda em Juiz de Fora a possibilidade era uma só, eu achava.

Primeira busca…

Indicaram uma turma de restauradores da UFJF com atelier na cidade. O contato foi demorado, mas aconteceu depois de uma conversa me pediram para eu levar a santa para avaliação. Foi o que fiz demorou pra orçar e avaliar. Depois de quase três meses a peguei de volta o valor não era acessível e não poderiam se comprometer da qualidade do trabalho avaliando que o rosto teria que ser modelado.

Nesse momento optei pela minha intuição, ela nunca falha.

Retornei meio frustrada, mas certa de que o melhor aconteceria.

Segunda opção…

Entrei em contato com uma fabrica de imagens de santos em São Paulo para avaliação e orçamento. Depois de um mês a questão era:

Como enviar para SP?

Como retirar?

O contato teria que ser por e mail e telefone. Para uma geminiana que ama falar e olho no olho dificultou.

Desisti.

Terceira opção…

Indicaram-me uma fábrica de imagens na cidade que nasci, fomos até lá aproveitamos para visitar parentes. Mais uma vez não rolou, não gostei do que vi.

Voltamos à estaca zero.

Já se passavam seis meses.

A solução aconteceu como em um passe de mágica, e foi.

Eu sou messiânica e do nada descubro que minha vizinha, amada, amiga e messiânica a mais de 30 anos é restauradora e foi a pessoa responsável pela restauração do Cine Teatro Central de Juiz de Fora.

Opa!

Como eu não sabia disso minha gente… Acredito que tudo acontece na hora que tem que ser certo? Certo!

Inclusive a turma que procurei em primeiro lugar é tudo “cria” dela.

Iniciamos essa conversa…

Contei toda história da Nossa Senhora Terezinha e perguntei se ela faria a restauração pra mim?

A resposta foi direta…

Podemos fazer juntas. Você me ajuda.

Eu? Como assim Renata eu nunca fiz esse tipo de trabalho, como vou dar conta e blablabla.

Eu te ensino. Você é artista, delicada, talentosa trabalha na área vai saber Patida.

Pedi um tempo para reflexão…

Nesse meio tempo fui conversar com o Ministro da Messiânica. Contei toda a história e ele foi direto e objetivo…

“Patida você que tem que fazer esse trabalho. Essa história é sua.”

Mais reflexão…

Revi toda a história desde o desejo em achar a santa, a procura, o encontro, a retirada, a busca do restaurador e a chegada da Renata.

Entendi, agradeci, descobri a grandeza de estar tendo essa oportunidade e a benção de fazer parte dessa história maravilhosa.

Depois da pesquisa da Renata de uma massa para fazer a queimar caseira, as tintas ela tinha, para modelar o rosto essa parte foi ela, claro.

Iniciamos nossos encontros de uma hora duas vezes por semana. Essa agenda algumas vezes mudava por viagens e compromissos das duas.

Demoramos um ano na parte do corpo e véu da Santinha. Trabalho amoroso, delicado momentos de troca e gratidão foram proporcionados nesse nosso período.

No final decidimos que Renata a levaria para casa, até aí o trabalho foi feito no meu atelier, para a finalização da pintura e modelagem do rostinho que foi todo refeito.

Santinha pronta. Produzi um café da tarde na mamãe, chamei a família, Renata, sobrinhos e juntos oramos em agradecimento do retorno da imagem para perto da família e o mais importante o resgate da imagem da história de vida da mamãe.

Nossa Senhora Terezinha, rogai por nós.

Amém!

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1 Comentário

  • PATRICIA MATTOS MIRANDA
    20 novembro, 2018

    Que linda história de amor e fé, adorei!

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