O Verdadeiro Natal por Terê Andrade

Chegamos ao fim de 2020, mais especificamente no último mês do ano mais imprevisto do século XXI até agora. Dezembro, no calendário gregoriano, é o fim de um ciclo, e como em todos os fins de ciclos, costumamos avaliar tudo o que fizemos e conquistamos.

Fragmento do quadro “Cinzas”- 1925 – Edvard Munch. Ed. gráfica: Terê Andrade

Brincadeira à parte, a grande conquista até aqui é estar vivo. O que me leva a lembrar que há motivo mais que suficiente para celebrar. Nós, latino-americanos, temos em nossa cultura a alegria, e se tem algo que sabemos fazer é celebrar a vida, então vamos festejar!

Autoretrato – Rembrandt Ed. gráfica Terê Andrade

Calminha aí! Não estou propondo que façamos aglomeração ou juntemos toda a parentada e amigos. Longe disso.

Estou propondo que brindemos a vida. Que propaguemos o verdadeiro sentido das festas de fim de ano. Os valores da paz, da esperança e do amor.

Que os presentes não sejam produtos caros, mas momentos especiais e homenagens merecidas, que tragam a quem os recebe uma mensagem de amor e dedicação. Que a solidariedade e a generosidade sejam as estrelas guia de nossas ações.

Mesmo sozinhos, ou com os poucos familiares que compõem nossos lares, sejamos gratos, por assim como o pinheiro, que lá no hemisfério sul, sobrevive ao gélido inverno, tenhamos sobrevivido até aqui.

Em respeito a todos aqueles que partiram neste ano, possamos em espírito de colaboração, assim os duendes de natal, construir um Feliz Natal ou simplesmente um Feliz Dia, e que assim que chegar a meia noite, do dia 31 de Dezembro de 2020, possamos renovar nossas esperanças, em um novo ano que está para surgir com suas muitas possibilidades.

A dica de cultura de hoje é na verdade uma convocação para que juntos possamos manter viva a cultura de nossos povos, compartilhando em nossos lares, os saberes orais, a culinária, literatura, a música, enfim toda e qualquer tradição de fim de ano da sua família. Na minha casa, sempre passamos o dia juntos, no almoço mesa farta, de sobremesa sagu de vinho, quando começa a cair a noite, todos fartos de tanta comilança e dos mil e um causos compartilhados, assistimos juntos um bom e velho clichê de Natal. Este ano, assim como foi pra mim em 2016, os causos serão compartilhados virtualmente, a comilança já está garantida, claro que o sagu de vinho não vai faltar e a Netflix lançou muitos clichês, mais que especiais de Natal.  

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