Carona com Caminhoneiro

Sempre fui da turma da aventura. A gente ia pra todas as festas bacanas que éramos convidadas independia da cidade.

Herança de pai e mãe as festas e as viagens.  

Antes de contar essa historia quero fazer um relato.

Meus pais sempre nos proporcionaram férias e viagens em família.

Eu a caçula passava muito mal na estrada e as viagens eram longas e eu passava a viagem perguntando: Pai vai demorar muito? Pai tá longe?  Era a única filha que ele deixava ir na frente do carro. Com isso aprendi todos os sinais que ele usava de comunicação com caminhoneiros e as placas de sinalização. Meu pai era o mestre da alegria e diversão. Acredito que foi nessa época que nasceu meu respeito e paixão por esses profissionais, os caminhoneiros.

Viajei e viajo muito sozinha, sempre que estou na estrada, ainda hoje, uso desses sinais. Me diverte e traz de volta às histórias vividas.

Bora viajar de caminhão?

Foi no final dos anos 70.

Morava em Juiz de Fora nessa época. Tinha uma amiga Marcia que um pedaço da família era de Carangola, na época havia uma festa babado todos os anos em Carangola, MG. Não me lembro o nome nem data que acontecia faz tempo, muito tempo.

Na verdade o que quero contar aqui foi o acontecimento, histórico, e que também era um sonho de viajar na cabine de um caminhão.

Vamos lá?

Fomos de ônibus de Juiz de Fora até Muriaé onde um primo iria nos buscar de carro no final da tarde. Imagina duas garotas animadérrimas loucas pra chegar logo na cidade ter que esperar por horas.

Pensamos:

Vamos para o trevo que leva a cidade e tentamos uma carona se der certo chegaremos antes dele.

Bora!

Lá fomos duas pirralhas em busca de aventura.

Para nossa surpresa o primeiro a parar foi um caminhão. Olhamos uma pra outra e corremos até o motorista que teve que abrir a porta da carona pra ver as duas baixinhas de sorriso escancarado perguntaram eufóricas.

Você está indo pra onde?

Carangola.

Nós também você pode nos dar carona.

Sobe ai.

Lembro-me da cara e sorriso dele como se fosse hoje.

A cabine toda arrumadinha, tocava música alta.

Fomos batendo papo, ele contando suas histórias, nós curiosíssimas pra saber mais e mais. Ele também nos fez muitas perguntas e ficou curioso pra saber o que duas adolescentes faziam ai no trevo. Contamos que estávamos indo pra festa e Marcinha contou da família que ele conhecia sem conhecer.

A sensação que tenho na memória é de um parquinho de diversões em busca da felicidade.

passamos o fim de semana por lá e claro que foi ô assunto nossa aventura.

Áureos tempos.

Lembranças que remetem gratidão, experiências, ousadia, alegria, disponibilidade e entrega.

Confie à vida pode e deve ser bela.

Mais uma história de vida real.

Divirta se!

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