A sertaneja que colhe dinheiro das arvores

Essa história chegou aqui pela Karol. Fiquei emocionada e feliz. Diante de tantas coisas difíceis e delicadas que estamos vivendo, ter acesso a uma história de luz, esperança, me faz acreditar que #juntassomosmaisfortes

Quem é a mulher Silvany?
Silvany é mãe, agricultora, verdureira, educadora, catequista, amiga, companheira e que gosta de desafios. Natural de Pintadas, como toda a família e a do meu esposo, dei continuidade no trabalho familiar na agricultura. Porém assumi novos desafios e conquistei a tão sonhada graduação em Pedagogia.

Quem são essas mulheres que fazem parte do projeto?
São mulheres da comunidade que já trabalhavam na roça, porém ainda não com o umbu e juntas vimos uma grande oportunidade de aproveitamento da fruta. Hoje são empreendedoras que sonham com um futuro diferente, que se juntaram pelo bem comum.

Como brotou esse projeto? Foi difícil iniciar?
Há mais ou menos 10 anos, numa conversa descontraída com as amigas, começamos a nos questionar como poderíamos aproveitar melhor as frutas nativas. Estávamos na época da safra, era tanto umbu que não fazia sentido não dar outro destino a ele. Foi assim que começamos a pesquisar melhor sobre o umbu e descobrimos a polpa. Aos poucos fomos aprimorando o processo, vimos que cozinhar o umbu primeiro seria melhor. Depois que ele maduro também teria boa qualidade. Porém, foi um processo difícil, porque muitas pessoas não acreditavam em nosso projeto, mas nós fomos perseverantes e com muita luta conseguimos realizar.

Vocês têm alguma ajuda, governo, empresários, associações?
Temos investimentos do governo e outras entidades não governamentais. Contamos com a parceria da prefeitura para a venda do suco e doce para a merenda escolar, além da ajuda de sindicatos, movimentos da comunidade e também de outros municípios que compram da gente.

Existe um sonho coletivo? Qual é?
Sonhamos em aumentar a variedades de frutas e dar valor a elas como ao umbu. Assim, ampliar a produção e comercialização do produto para mais lugares, queremos chegar longe, quem sabe até Salvador!
Gostaríamos de aumentar infraestrutura da fábrica de polpas, para que mais mulheres possam ser inseridas no mercado de trabalho. Para isso sonhamos em poder oferecer cursos profissionalizantes através de parcerias, para que essas mulheres saibam lidar com a fruta e com a sua conservação.

Qual o sentimento que une e existe nesse trabalho?
O sentimento de alegria em poder tirar o sustento de cada família através da natureza sem destruir e atuando de forma sustentável. Sabemos que precisamos preservar o que já temos, devemos cuidar da nossa natureza e queremos passar essa cultura do não desmatamento a diante.

Obrigada Sylvani por compartilhar com a gente essa história linda!

Silvany “A sertaneja que colhe dinheiro das árvores”, onde ela e um grupo de 200 mulheres estão ganhando dinheiro plantando árvores e explorando o potencial econômico dos frutos nativos da Caatinga, o umbu.

Assistam e se emocionem… (clique aqui)

Sobre…

“A cooperativa de Pintadas também foi responsável por mostrar o valor do umbu, que costumava ser destinado apenas à alimentação dos porcos e hoje, processado como suco e doce, é consumido na merenda escolar e comercializado na região. E de valorizar o trabalho da mulher do campo, que na maioria das vezes executa serviços não remunerados nas propriedades de seus maridos ou pais. A iniciativa não substitui as atividades tradicionais, mas acrescenta uma fonte complementar de renda ao aproveitar frutas existentes e que não tinham aproveitamento comercial.”

“As histórias não só de Silvany, mas também da família Soares, de Bruno Mariani, Patrick Assumpção e do casal Emerson e Viviane ajudam a ilustrar como os diferentes níveis de governo, o setor privado e os tomadores de decisão dentro do setor agrícola podem se engajar nesse movimento. “São histórias e rostos que humanizam uma agenda de reconstrução de nossa economia e contribuem para o compromisso do Brasil de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e áreas degradadas até 2030”, afirma Miguel Calmon, diretor de Florestas do WRI Brasil. “Essa meta só pode ser alcançada por meio de uma diversidade de soluções, projetos, escalas e características locais – e é exatamente isso que estamos mostrando: os rostos e as histórias de quem está fazendo, bem como os caminhos possíveis”, destaca.

Para o WRI Brasil, a restauração florestal deve ser reconhecida como uma oportunidade com potencial de geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais. A recuperação de milhares de hectares de terras hoje degradadas pelo plantio de espécies arbóreas nativas de valor econômico e pela utilização de sistemas agroflorestais, cria empregos e boa produtividade nas comunidades agrícolas, além de contribuir para a segurança alimentar e hídrica.

Os episódios da série Caras da Restauração estão sendo divulgadas semanalmente pelo WRI Brasil, antecipando a Década da Restauração, que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou para o período entre 2021 a 2030. Os episódios mostram diferentes realidades – da Amazônia ao Vale do Paraíba, passando pela Bahia e pelo Espírito Santo.

 Sobre o WRI Brasil

O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que transforma grandes ideias em ações para promover a proteção do meio ambiente, oportunidades econômicas e bem-estar humano. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções sustentáveis em clima, florestas e cidades. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha em parceria com governos, empresas, academia e sociedade civil.

O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI), instituição global de pesquisa com atuação em mais de 50 países. O WRI conta com o conhecimento de aproximadamente 700 profissionais em escritórios no Brasil, China, Estados Unidos, Europa, México, Índia, Indonésia e África.

https://wribrasil.org.br/pt/ascarasdarestauracao/silvany-lima-restauracao-caatinga-umbu

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