Azulejo amigo!

Eu tenho umas coisas…
Paro, reflito.
Não, eu tenho várias coisas estranhas, engraçadas, originais, recordações, xodozinho, loucas, paixão e talvez nada a ver.
Por exemplo: Um azulejo português. Sim um azulejo.
Hoje olhei pra ele e achei que merecia uma história contada.
Lembrança de um amigo amor – tenho vários e um orgulho danado disso – que partiu para nunca mais voltar, mas que mora no meu coração para sempre.
Quando fui a Lisboa, ele me presenteou, esse ficava guardado nos seus pertences, como alguém que espera por um dono (a). Foi aí que cheguei, e vi quietinho num canto do quarto, nos olhamos discretamente, em seguida meu amigo diz… Guardo esse há tanto tempo, não é lindo? Afirmei que sim.
Gostaria de te presentear, você aceita?
Claro, aceitei. Nossos olhares se cruzaram e senti ali um encontro de afeição.
Nunca mais larguei dele, isso foi há sete anos.
Já me mudei três vezes, doei tantas coisas, mas ele não. Está comigo e assim será.
Cada hora ele ocupa um lugar, sempre perto do meu dia a dia.
O que é uma paixão quando ela acontece.
Azulejo, você me faz feliz e só me traz lindas lembranças!

 

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