A primeira vez

 

Sou mineira, nascida em Ubá, geminiana, ascendente escorpião, lua em aquário, caçula de quatro irmãos. Duas mulheres e um homem.
Perdi minha virgindade aos 17 anos, com meu primeiro amor. Ficamos juntos por cinco anos.
Na minha turma ninguém fazia sexo, com essa idade.
As amigas queriam saber, eu era a moderna, a descolada, a corajosa, super  sociável e discreta.
Sinceramente, não me via assim. Não me colocava nessa posição. Era algo muito maior que fazer sexo pela primeira vez. Era a descoberta da liberdade, uma descoberta de ir mais longe, com meus desejos de vida.
Hoje sei, cada vez mais, que nasci livre.
Mas, foi com o meu segundo grande amor, nos conhecemos no Rio de Janeiro onde fui morar finalizando a faculdade, eu tinha vinte e um anos, que ficou bom o sexo. Descobertas, experimentos, verdades, olho no olho, cumplicidade. Aprendi que amar e amor não era aquele modelinho que a sociedade colocava, que a escola omitia, estudei por onze anos nas melhores escolas, de padres e freiras. Constatei que amar era ser livre. Em casa não falávamos desse assunto. Meu pai libanês, um homem totalmente sexual, sedutor, amoroso e protetor, mamãe brasileiríssima, moderna para sua época, minha grande amiga, discreta, mas assunto sexo não rolava. Desenhei relacionamentos com base nos meus desejos.
Hoje fecho os olhos e me delicio com lembranças. Lembro-me de detalhes e loucuras, com todos os homens que amei.
Hoje, o desejo continua vivo, mas o tom é outro.
Sou dessas mulheres que adoram sexo
Sou dessas mulheres que só fazem sexo com prazer
Sou dessas mulheres que dizem sim, mas também dizem não.
Sou livre
Sou apenas uma mulher
Sexo é bom
Sexo é muito bom!

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